Em 2h impactamos mais de 500 pessoas falando sobre Squads Cognitivos

Palestra sobre squads cognitivos para mais de 500 pessoas discutindo o uso de IA no desenvolvimento de software

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[No final desse artigo tenho um ANÚNCIO que pode te interessar.]

Na última semana, mais de 500 pessoas pararam em uma terça de manhã, em pleno horário comercial, para ouvir sobre um tema que está deixando de ser tendência para virar urgência: squads cognitivos no desenvolvimento de software. E isso me deixou intrigado.

Foram duas palestras sobre o tema, com Everton Bernardes e eu: uma para todos os colaboradores relacionados a tecnologia da Senior Sistemas a convite do seu CTO Leonardo Loureiro e outra para o ecossistemas de startups da ACATE – Associação Catarinense de Tecnologia a convite do André Coelho da Personal Tech Academy.

Ficou muito claro que todo mundo já entendeu que a IA mudou o jogo do desenvolvimento de software, mas que poucas pessoas entenderam o que precisa mudar de verdade, o que precisa ser feito e como, pra que de fato a IA mude o ponteiro do negócio e faça algo realmente grande acontecer nas suas empresas. Sem iniciativas isoladas, alucinações de código, brechas de segurança ou falhas de governança, e com ganho real exponencial pra equipe de desenvolvimento e para a empresa como um todo.

O ponto não é mais “usar ou não usar IA”

Isso já foi apaziguado, e hoje praticamente toda empresa de tecnologia já usa IA como copiloto (assistentes como o ChatGPT), testando as inúmeras ferramentas que surgem todas as semanas e criando automações pontuais pro seu dia a dia. Isso já é baseline.

Mas quando falamos de IA no desenvolvimento de software, o problema é que a maioria ainda está tentando encaixar isso dentro de um modelo que não foi feito para esse cenário. E aqui começam os problemas, pois o modelo tradicional não quebra de uma vez: ele vai ficando irrelevante aos poucos.

Demora até você perceber que precisa mudar o modelo operacional pra ter ganhos fora da curva, como:

  • Produtividade;

  • Velocidade de entrega;

  • Escala operacional.

E quem tem 6 ou 12 meses pra esperar cair a ficha? Esse é o tipo de transformação mais perigosa porque não dói imediatamente. A empresa continua entregando, o time continua funcionando, os projetos continuam andando e a IA parece estar gerando alguns ganhos de performance. Mas, ao mesmo tempo você vê outras empresas:

  • Entregando mais rápido que você.

  • Entregando mais volume com menos pessoas na equipe do que você.

  • Entregando muito em 1 mês com custos cada vez menores e você demorando meses.

  • Tomando decisões melhores e mais rápido que você, com muito mais contexto.

E quando você percebe, não é que você piorou, você só ficou lento em um mercado que acelerou enquanto você esperava por alguma coisa. O que vimos nas palestras foi exatamente isso: muita gente já sentindo na prática o aumento de produtividade, a redução de tempo em algumas entregas, o ganho pontual com IA.

Mas junto com isso a dificuldade de escalar, a perda de controle do processo, o aumento de complexidade operacional, a dificuldade de justificar ROI. Isso é o sintoma de quem está operando IA em cima de um modelo que não foi feito para ela.

O problema não é adotar IA, e sim a adoção de IA sobre um modelo obsoleto

Robô humanoide interagindo com engrenagens industriais representando squads cognitivos e o uso de IA no desenvolvimento de software

Na palestra em questão, usei a imagem acima para exemplificar meu ponto, que é: integrar inteligência artificial em estruturas e processos desenvolvidos para a era pré-IA limita seu potencial disruptivo e cria mais atrito do que valor.

A maioria das empresas está tratando o uso de inteligência artificial como ferramenta no mesmo processo que a empresa tem usado nos últimos 5 a 10 anos. Mas IA não é mais só ferramenta, ela já executa partes do processo, e isso muda completamente a lógica operacional.

Todas as estruturas que construímos até hoje (waterfall, agile, devops) partem de um mesmo princípio: o humano é o executor. Agora isso mudou, e quando o executor muda, o processo precisa mudar junto.

É aqui que entra o ponto de urgência, onde não se trata mais de eficiência incremental, e sim sobre mudança de modelo. Porque o que começa a acontecer no mercado é simples: quem redesenha o processo começa a operar em outra velocidade. E quem não redesenha continua preso nos mesmos gargalos

Não acredita em mim? Não precisa, confira alguns exemplos de mercado:

Como comentei ontem nas palestras, estamos vivendo uma mudança estrutural e mercadológica no mercado de TI com a IA. Não se trata de opinião, de tendência, de achismo ou futurologia. É a realidade crua que já chegou pra você também, quem sabe você só não percebeu ainda (mas vários outros já perceberam).

O que começa a emergir como novo padrão

Eu dei um nome pra isso ano passado, chamei de Squad Cognitivo. Mas o nome é o que menos importa, o que importa é a lógica por trás:

  • IA deixa de ser suporte e passa a ser parte do fluxo;

  • Tarefas operacionais são executadas por agentes;

  • Humanos focam em contexto, decisão e validação;

  • O processo deixa de ser linear e passa a ser orquestrado;

  • Os papeis das pessoas do time mudam;

  • A cultura de desenvolvimento de software muda;

  • O papel da liderança muda.

Quando isso acontece você vê:

  • Entrega com velocidade exponencial: saindo de 30 dias para 2 dias;

  • Custo sendo reduzido em 50%;

  • Qualidade elevando já que saem do jogo as falhas humanas;

  • Capacidade de entrega se multiplicando por 5x, 10x ou até mais.

Não é o modelo antigo otimizado, mas sim um outro modelo. E se engana quem pensa que já está usando IA no seu processo fazendo o básico, sendo algo que escuto com frequência de pessoas experientes. Usar IA como copiloto ou trazer alguns agentes para o mesmo processo de sempre, não é disso que estou falando aqui.

[ANÚNCIO] Esse tema já começou a incomodar aí? Calma, eu te ajudo.

Está claro que a maioria das empresas já percebeu que precisa mudar, mas não sabe por onde começar. E depois de ver essas mais de 500 pessoas ontem parando o seu dia pra saber mais sobre Squads Cognitivos, resolvi abrir um grupo do WhatsApp sobre o tema.

O objetivo é trocarmos ideias sobre Squads Cognitivos, IA no desenvolvimento de software e onde divulgarei alguns conteúdos que eu elaboro sobre o assunto.

O foco do grupo é bem específico: não será para falar de IA de forma genérica, nem aplicação de IA em outras áreas que não a de desenvolvimento de software. Então, pense bem se faz sentido para você entrar.

A pergunta final que eu deixo é simples: você está evoluindo o seu processo ou só adicionando IA em cima de um modelo que já ficou para trás? Essa diferença vai definir quem lidera esse próximo ciclo e quem corre atrás.

O mercado inteiro já entendeu que precisa mudar. Agora começa a fase mais difícil: entender como.

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