Mulheres programadoras: Por que tão poucas?

Mulheres programadoras: por mais diversidade e inovação

Não deveria ser novidade para ninguém que boa parte das primeiras inovações tecnológicas foram realizadas por mulheres programadoras. Da pioneira programadora Ada Lovelace à criadora da linguagem de programação Flow-Matic, Grace Murray Hopper, as personalidades históricas da programação são muitas!

Porém, quem são as mulheres programadoras que estão fazendo a diferença hoje? E por que ainda são tão poucas? Mulheres programadoras em busca de mais diversidade e inovação no mundo da tecnologia é o nosso assunto de hoje! Venha conosco 😉

O mundo precisa de mulheres programadoras

Atualmente, o setor tecnológico é uma das áreas mais importantes e que mais crescem no mundo. Basta conferir a lista das 10 profissões do futuro para confirmar que desenvolvedores full-stack, por exemplo, estão entre os profissionais mais requisitados.

Além disso, nós já falamos por aqui como a Transformação Digital está revolucionando os mais diversos setores da sociedade e como faltam profissionais de TI qualificados para suprir as demandas do mercado.

Se o mundo da tecnologia está bombando e falta mão de obra qualificada, fica a questão: por que ainda educamos tão poucas mulheres programadoras? 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Computação, somente 15% dos estudantes de cursos de Ciência da Computação são mulheres e 80% das mulheres que iniciam o curso desistem antes do final do primeiro ano. O resultado disso? Apenas 17% dos programadores brasileiros são mulheres, conforme o último censo do IBGE. 

Porém, a história da programação revela que nem sempre foi assim…

Nos velhos tempos, a programação de software costumava ser relegada às mulheres porque acreditava-se que a programação de harware era mais importante. O que pouca gente sabe, entretanto, é que mulheres programadoras incríveis como a Margaret Hamilton foram responsáveis por projetos como a Missão Apollo que levou o homem à Lua. Sem o código de software desenvolvido por Margaret a nave Apollo não teria conseguido pousar. Simples assim. 

Outro fato curioso revela que a primeira turma de bacharelado em Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da USP, em 1974, era composta por 70% de alunos mulheres. Porém, hoje, mal chegam a 15% ocupando as salas de aula. 

O que está acontecendo?

Para entender o “gender gap” que existe na engenharia de software, precisamos observar as relações sociais de nossas sociedades. Muitas mulheres programadoras enfrentam preconceito e discriminação quando ingressam nos cursos de engenharia em geral. E quando acessam o mercado de trabalho, encontram dificuldades para avançar na carreira e serem reconhecidas enquanto profissionais seniores. 

Nós já discutimos relações de gênero no mundo da tecnologia no nosso podcast, mas vale lembrar que o problema começa bem antes da chegada à vida adulta. A diferença de gênero é imposta desde a infância e é nessa época que começam a se alimentar estereótipos de que “menina não gosta de computador”. Ou que “meninas não gostam de ciências exatas”. 

Transformando a educação

Foi pensando em combater alguns desses estereótipos que ações como o “Girls can code” e o “Technovation Girls” começaram a ser desenvolvidas. Para estimular o contato de crianças e jovens mulheres com o mundo da tecnologia. 

Além disso, vale a discussão de que a programação pode ser a nova alfabetização. Camila Achutti, por exemplo, defende a necessidade do ensino da programação para as crianças nas escolas. O que faz bastante sentido quando pensamos no avanço das tecnologias digitais em nosso mundo. 

Desenvolvendo redes de apoio

Outra ação importante para ampliar o número de mulheres programadoras é a criação de redes de apoio entre mulheres. 

Seja para aprimorar o aprendizado de uma linguagem e se apoiar diante dos desafios do cotidiano, como a comunidade PyLadies. Para ajudar mulheres a fazerem uma transição de carreira para o mundo da programação, como a comunidade Minas Programam. Ou para compartilhar os desafios de coordenar uma empresa de software, como a Rede Mulher Empreendedora.

O importante é estar conectada com outras mulheres. Redes de apoio como essas são fundamentais para que as mulheres não se sintam sozinhas diante das dificuldades que suas contrapartes masculinas geralmente não enfrentam. 

Reconhecendo mulheres programadoras 

Além disso, é participando de redes de apoio e de programas educativos mais inclusivos que reconhecemos mulheres programadoras ou mulheres gestoras do mundo da tecnologia e percebemos que sim, é possível nos inspirarmos em badass women developers!

Marissa Mayer, por exemplo, foi a primeira engenheira de software mulher do Google, onde liderou equipes e trabalhou em projetos como o Google Maps e o Gmail. Mais tarde foi CEO da empresa Yahoo! (vendida em 2017) e, no final de 2020, lançou sua nova empresa, a Sunshine – uma startup de aplicativos de consumo. 

Apesar de sua carreira de sucesso, basta uma rápida pesquisada no Google para encontrarmos críticas frequentes à sua forma de atuação. Ou será que mais algum canal ousaria publicar que um CEO homem “dorme demais” durante um festival de tecnologia e publicidade?!

É por essas e outras que precisamos agir para mudar as relações de trabalho do mundo da tecnologia! Aos gestores e gestoras, fica a sugestão de estabelecerem metas de equidade de gênero em suas equipes. Afinal de contas, não podemos deixar as mulheres ficarem de fora de uma das áreas mais promissoras do futuro por conta de estereótipos infundados. 

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Falando em ações, é nosso objetivo na Vibbra! também lutar contra a desigualdade de gênero no mundo da tecnologia. Por isso, contamos com você mulher, desenvolvedora de software freelancer, para se inscrever em nosso processo de avaliação e se juntar à nossa rede de talentos!

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