CTO Breakfast by Vibbra: 23 executivos debatem IA na Engenharia de Software

Executivos e lideranças de tecnologia reunidos na segunda edição do CTO Breakfast by Vibbra, em Florianópolis.

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A segunda edição do CTO Breakfast by Vibbra reuniu, em Florianópolis, 23 executivos de tecnologia de 17 empresas de Santa Catarina para uma manhã de conversas sobre um dos principais desafios atuais das lideranças de tecnologia: como escalar a IA na Engenharia de Software e transformar ganhos isolados de produtividade em impacto para toda a operação.

Leandro Oliveira apresenta discussão sobre IA na Engenharia de Software durante a segunda edição do CTO Breakfast by Vibbra.

Sala fechada. Zero palco. Sem apresentações comerciais.

Além da discussão sobre a transformação da Engenharia de Software causada pela inteligência artificial, o encontro se consolidou como um espaço de networking entre CTOs e lideranças de tecnologia que enfrentam desafios semelhantes dentro de suas organizações.

Um espaço onde profissionais que convivem com dores, dificuldades, cobranças e expectativas semelhantes podem compartilhar o que está funcionando, o que ainda não funcionou e o que estão aprendendo em suas operações. Esse talvez seja um dos principais diferenciais do CTO Breakfast.

São encontros como esse, a portas fechadas, que permitem acessar discussões que dificilmente aparecem em eventos de palco ou nas redes sociais. Sem ego e sem pose e sem mise-en-scène executiva. Apenas pessoas enfrentando desafios semelhantes, compartilhando experiências e aprendendo juntas.

Executivos de tecnologia conversam durante o networking da segunda edição do CTO Breakfast by Vibbra.

 

23 executivos e 17 empresas de tecnologia reunidos em Florianópolis

Pela segunda vez, o CTO Breakfast mostrou a força desse formato. A edição teve 100% dos executivos confirmados presentes, representando 17 empresas de tecnologia de Santa Catarina:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais do que o número de participantes, os dados coletados após o encontro mostram como o formato evoluiu em relação à primeira edição.

Executivos e lideranças de tecnologia participam da segunda edição do CTO Breakfast by Vibbra, em Florianópolis.

 

Os números da segunda edição do CTO Breakfast

A avaliação média do evento foi de 4,87 de 5, frente a 4,54 na primeira edição. Entre os respondentes, 87% deram nota máxima ao encontro. Na primeira edição, esse percentual havia sido de 54%.

Outro resultado chamou atenção: 100% dos respondentes afirmaram que o encontro “validou desafios que já enfrentamos internamente”. Esse dado indica o quanto as discussões estavam conectadas aos problemas reais enfrentados atualmente por CTOs e líderes de Engenharia de Software.

Apresentação no CTO Breakfast by Vibbra sobre níveis de maturidade das organizações na adoção de IA na Engenharia de Software.

Também houve um sinal importante de continuidade: 67% das empresas presentes já haviam participado da primeira edição, e algumas delas enviaram mais de um executivo desta vez.

Mas talvez o dado mais relevante para a discussão sobre IA na Engenharia de Software tenha sido outro: 43% dos executivos presentes ainda não conseguem medir o ciclo completo de desenvolvimento ou tiveram ganhos com IA apenas em etapas isoladas, sem impacto no fluxo de desenvolvimento como um todo.

Em outras palavras: mesmo em operações maduras de tecnologia, transformar ganhos pontuais com inteligência artificial em melhoria sistêmica da Engenharia de Software continua sendo um desafio.

 

Case da Softplan apresentado no CTO Breakfast by Vibbra sobre a escala da IA na Engenharia de Software para mais de 300 desenvolvedores.

 

IA na Engenharia de Software: do ganho isolado à escala

Além do café da manhã e do networking, um dos pontos centrais do encontro foi justamente discutir como a inteligência artificial está transformando a Engenharia de Software.

Durante o evento, cruzamos alguns dos principais insights apresentados no Gartner Application Innovation and Business Solutions Summit 2026 com experiências que já estão sendo implementadas no mercado e, principalmente, em empresas de Santa Catarina.

A discussão foi além da adoção de copilotos ou da geração de código mais rápida. O desafio passou a ser entender como levar os ganhos proporcionados pela IA para o fluxo completo de desenvolvimento de software, envolvendo processos, pessoas, governança, métricas e arquitetura.

O case da Softplan: IA em mais de 40 squads

Outro destaque da manhã foi a participação de Luis Fernando Fausto, CTO da Softplan. Em uma conversa aberta, Luis compartilhou como tem sido o processo de escalar o uso da IA na Engenharia de Software da Softplan para mais de 300 desenvolvedores.

O desafio deixou de ser obter ganhos em alguns squads-piloto e passou a ser transformar esses aprendizados em ganhos organizacionais distribuídos por mais de 40 squads. Essa mudança de escala traz novas perguntas:

  • Como medir produtividade?

 

  • Como manter governança?

 

  • Como fazer diferentes equipes incorporarem inteligência artificial aos seus processos?

 

  • E, principalmente, como transformar melhorias individuais na produtividade dos desenvolvedores em redução real do ciclo de desenvolvimento e aumento da capacidade de entrega da organização?

Foram justamente essas questões que conduziram boa parte da conversa.

Os principais gargalos para escalar IA na Engenharia de Software

Na parte final do CTO Breakfast, todos os executivos participaram de uma mesa aberta para discutir os desafios da escala da IA na Engenharia.

A conversa passou pelos sete principais gargalos que já mapeamos nesse processo, além dos aprendizados trazidos pelos próprios participantes. Cada executivo pôde compartilhar experiências, acertos, erros e dificuldades de sua operação.

E esse talvez tenha sido o momento que melhor representou o propósito do encontro, sem nenhuma empresa apresentando uma fórmula pronta para as demais. Havia lideranças de tecnologia tentando responder, juntas, a uma pergunta que ainda está sendo construída pelo mercado: como transformar a IA em capacidade real de entrega para a Engenharia de Software?

Um espaço para conversas que dificilmente acontecem no palco

Pessoalmente, saí do encontro com a sensação de ter participado de um dos melhores eventos de tecnologia dos últimos anos.

Melhor, inclusive, do que a primeira edição.

Mas o principal motivo não foi uma apresentação específica ou algum dado apresentado durante a manhã, sim a a qualidade das conversas. Existe algo diferente quando CTOs e lideranças de tecnologia podem falar sobre seus desafios sem precisar apresentar apenas cases de sucesso.

Assim, é possível discutir o que funcionou, mas também aquilo que deu errado, o que ainda não conseguimos medir, o que parecia promissor e não escalou e, principalmente, o que ainda não sabemos como resolver. É justamente nesse tipo de ambiente que algumas das melhores trocas acontecem.

Executivos de tecnologia conversam durante o networking da segunda edição do CTO Breakfast by Vibbra.

 

O CTO Breakfast continuará crescendo em 2027

O CTO Breakfast by Vibbra já não cabe mais apenas em encontros isolados.

A segunda edição mostrou que existe espaço para construir algo maior em 2027, mantendo aquilo que tornou o formato relevante desde o início: grupos selecionados, discussões profundas e conversas entre pessoas que vivem desafios semelhantes na liderança de tecnologia.

Meu agradecimento à Vibbra por viabilizar o encontro, à Pâmela Cuti Oliveira por ter sido minha parceira na realização e, principalmente, a cada executivo que esteve presente e contribuiu com suas experiências.

A transformação da Engenharia de Software pela IA ainda está acontecendo.

E, se essa edição mostrou alguma coisa, é que os desafios de escalar essa transformação estão longe de ser individuais. São desafios que o mercado de tecnologia está aprendendo a resolver junto.

E o CTO Breakfast continuará sendo um espaço para essa conversa.

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