2025 foi um ano divisor de águas para a Inteligência Artificial nas empresas, com adoções experimentais deixando de ser diferencial competitivo e viraram requisito básico. No ano passado, cerca de 88% das organizações já usam IA em pelo menos uma função, embora apenas um terço das empresas a tenha escalado além de pilotos. Reportagens e pesquisas indicam que trabalhadores economizaram até 40–60 minutos por dia graças à IA, e equipes de TI, marketing e produto relatam ganhos de produtividade substanciais.
Este artigo faz uma análise estratégica dos principais eventos de 2025, desde consolidação da IA corporativa, novos modelos de times, lobby tecnológico, grandes lançamentos, a crise de chips e robótica, além de projetar recomendações para 2026.
Vamos lá?
A consolidação da Inteligência Artificial nas empresas
A evolução foi acelerada: de simples testes com ChatGPT até automações em massa, a IA passa a integrar praticamente todas as áreas de negócio. Hoje IA em desenvolvimento de software, produto, atendimento, suporte e QA não é surpresa, mas regra. Por exemplo, equipes de TI relataram 87% de melhoria na resolução de problemas com IA, e marketing/produto teve 85% mais rapidez em campanhas. Usuários intensivos de IA economizaram mais de 10 horas por semana, tornando possível realizar tarefas antes impraticáveis. Isso se deve ao uso generalizado de assistentes de código, chatbots inteligentes, análise de dados avançada e automação de testes.
No entanto, o boom da IA também trouxe desafios de segurança e governança. Levantamentos apontam que 63% das empresas listam cibersegurança como prioridade em projetos de IA, e 53% citam a confidencialidade de dados como maior obstáculo à adoção. Governança e compliance se tornaram urgentes: 82% afirmam que os riscos da IA forçam a modernização da governança corporativa, e praticamente todas (98%) planejam orçamentos maiores para isso.
Organizações estão revisando políticas de privacidade, treinando times de gestão de dados e promovendo auditorias de viés para evitar uso indevido de informações. Em paralelo, a cultura organizacional se ajusta: líderes de TI agora cobram resultados concretos de IA e incentivam experimentação ágil, para que a tecnologia gere valor real em vez de apenas relatórios de progresso.
Squads Cognitivos: nova estrutura de times tech
Em 2025 surgiu com força o conceito de squads cognitivos (times completos sob demanda onde IA e especialistas humanos trabalham juntos). Segundo a Vibbra, “squads cognitivos são equipes híbridas que combinam inteligência humana e artificial para entregar software com mais qualidade, flexibilidade e escala”. Na prática, essas equipes multidisciplinares reúnem talentos sênior (desenvolvedores, designers, especialistas em dados etc.) e incorporam agentes de IA no dia a dia, seja para acelerar tarefas operacionais ou desenvolver recursos cognitivos.
Profissionais experientes deixam de executar rotinas mecânicas e passam a validar e refinar o trabalho automatizado, enquanto ferramentas de geração de código, análise de dados e testes autônomos rodam em paralelo. O modelo “Talent as a Service” (TaaS) viabiliza montar esses squads sob demanda: a empresa contrata um time inteiro de uma vez, com todos os papéis necessários, pelo período do projeto.
Vantagens para CTOs e CIOs:
- Entregas mais rápidas: squads cognitivos usam métodos ágeis (Scrum/Kanban) com sprints curtos, o que reduz o time-to-market de MVPs e novos recursos.
- Alta senioridade: formados quase exclusivamente por profissionais sênior, esses times tomam decisões de alta qualidade e lidam bem com projetos complexos.
- IA integrada: as equipes desenvolvem soluções de IA ou usam ferramentas cognitivas (de geração de código a análise preditiva) no fluxo de trabalho, ampliando sua capacidade de entrega.
- Flexibilidade e escalabilidade: ao contrário de squads fixos internos, eles são pagos por sprint e podem ser dimensionados para mais membros ou dissolvidos conforme a demanda. Isso torna o investimento em pessoal previsível (sem encargos trabalhistas) e garante foco nos resultados.
Em comparação aos squads tradicionais, a diferença é clara: montar um time interno exige meses de recrutamento e altos custos fixos, enquanto o modelo cognitivo “TaaS” da Vibbra permite iniciar projetos em dias com equipes completas prontas. Essa agilidade e acesso a especialistas raros têm levado até mesmo empresas com times internos fortes a contratar squads externos para iniciativas de inovação, sem sobrecarregar a operação atual.
Big Techs e Política: o ano do lobby tecnológico
Em 2025 as maiores empresas de tecnologia continuaram no centro do debate político. Nos EUA, encontros oficiais destacaram o envolvimento de CEOs em discussões sobre IA e regulação. Por exemplo, em setembro de 2025 a Casa Branca (sob Trump) reuniu executivos de Google, Meta, OpenAI e Amazon para uma força tarefa de IA liderado pela primeira-dama. No jantar que se seguiu estavam Sundar Pichai (Google), Mark Zuckerberg (Meta) e Sam Altman (OpenAI). Essas participações refletem a pressão por políticas de IA éticas nos EUA e planos legislativos de longo prazo.
O contexto eleitoral americano intensificou debates sobre desinformação e monopólio digital. Tech CEOs foram convidados a testemunhar no Congresso em 2024 (por ex., Sam Altman alertou para riscos de manipulação eleitoral) e hoje colaboram em pautas que tratam de auditoria de algoritmos e certificação de modelos. Na prática, espera-se que qualquer regulação nos EUA impacte globalmente: regras como o recém-anunciado Foster Act (produção de chips) e possíveis leis de IA podem influenciar cadeias de fornecimento e práticas de compliance nas multinacionais.
No Brasil, o governo também deu sinais de que vai regular o setor tech. Em dezembro de 2024 o Senado aprovou o PL 2338/2023 (Lei de IA ética), definindo princípios para uso responsável de inteligência artificial. Em 2025 o Executivo enviou à Câmara um projeto econômico (PL 4675/2025) para coibir abusos de grandes plataformas digitais, visando maior transparência e competição. Um relatório da Câmara já destacava que o governo planeja leis para proteger dados de usuários, conter fake news e preparar as empresas de internet para fiscalização.
Para as big techs brasileiras, isso significa que 2026 deve trazer obrigações mais rígidas de governança e concorrência: preparar-se para implementar controles internos de IA e adaptação às novas regras será essencial.
Lançamentos que marcaram o ano: do hype à decepção
iPhone 17 e iOS 26 (Liquid Glass): Em setembro de 2025 a Apple lançou o iPhone 17 e o iOS 26, destacando inovações de hardware e interface. O dispositivo trouxe câmeras de 48MP e o novo design “Liquid Glass” na interface, que “torna aplicativos mais expressivos”. O iOS 26 integrou recursos de IA (“Apple Intelligence”), com tela de bloqueio personalizável e tradução ao vivo de mensagens.
No entanto, muitas promessas ficaram aquém: a aguardada Siri turbinada por IA foi empurrada para 2026. A Apple anunciou que algumas funcionalidades de linguagem natural da Siri serão adiadas, deixando usuários com melhorias incrementais apenas.
Novos óculos inteligentes e o metaverso: O Meta buscou movimentar o metaverso com lançamentos de hardware em 2025. Em setembro, Zuckerberg apresentou os óculos Ray-Ban Display e Oakley Vanguard, com micro-LEDs integrados para realidade aumentada. Ele chegou a chamar o Display de “uma forma de superinteligência”, pois traz notificações e apps ao campo de visão sem usar mãos.
Apesar do entusiasmo inicial, as vendas ficaram limitadas a nichos entusiastas e uso esportivo. A própria realidade virtual/metaverso paga o preço: o braço de hardware imersivo da Meta (Reality Labs) acumulou prejuízos bilionários, e a empresa planejou cortar até 30% do orçamento de metaverso para 2026. Em outras palavras, mesmo com gadgets avançados, o hype de mundos virtuais não se traduziu em massa crítica.
Crise dos Chips e a corrida pelos recursos de IA
A demanda por hardware para IA provocou escassez de memória flash (NAND) e DRAM em 2025. Fabricantes reagiram realocando linhas para chips especializados (como HBM para aceleradores) e reduzindo produção dos chips “comuns” usados em smartphones e servidores. O resultado: pânico de compras e fortes elevações de preço. Por exemplo, o preço spot do DRAM disparou, quase triplicando em setembro de 2025 em relação ao ano anterior. Em novembro, a Samsung foi forçada a aumentar contratos de módulos DDR5 em até 60%. Fabricantes de PCs e servidores repassam esses custos, até a Raspberry Pi anunciou alta de ~120% em suas placas devido ao encarecimento da memóriar.
Analistas falam até em um “triplo ciclo” de alta para HBM, DRAM e NAND que deve durar até 2027. A curto prazo (2026), espera-se mais tensão: empresas de telecom, automotivos e de consumo terão dificuldade para obter suprimentos, elevando preços de celulares, computadores e até carros eletrônicos. Em paralelo, investidores preparam novas fábricas, mas isso levará anos para aliviar o gargalo. O consenso é que entramos num período de escassez aguda: 2025/26 deve ter memória cara e arbitrada pelos maiores compradores de AI, pressionando margens da cadeia tech.
Robôs humanoides: promessas e limites
2025 manteve viva a promessa de robôs humanoides, mas mostrou também as barreiras reais. Na China, empresas anunciaram investimentos enormes: a fabricante de carros elétricos Xpeng declarou planos de investir cerca de US$ 14 bilhões em robótica humanoide, inclusive apresentando o protótipo “Iron” para rivalizar com o Tesla Bot. Outra startup chinesa, AGIBot, fechou rodada de financiamento com aporte de investidores como a LG e teve seus robôs exibidos a autoridades (inclusive ao presidente Xi Jinping). Nos EUA, a Tesla de Elon Musk continuou promovendo seu robô Optimus: Musk disse que esperava produzir milhares de unidades em 2025, mas admitiu contratempos com restrições chinesas na exportação de ímãs de terras-raras vitais para os motores.
Apesar dos avanços de demonstração, a adoção prática segue limitada. Custos de protótipo e produção ainda são astronômicos, o software de inteligência geral está longe do ideal, e há riscos de supply chain (como visto com os ímãs). O potencial existe, mas até 2026 veremos mais evolução incremental: robôs cada vez melhores, mas nada revolucionário de uso cotidiano.
O que esperar de 2026? Projeções e recomendações
Aprendendo com 2025, 2026 será o ano da cobrança pelo retorno da IA. Executivos de tecnologia devem agir rápido para transformar experimentos em resultados tangíveis. As principais recomendações para os próximos anos incluem:
- IA como núcleo estratégico: coloque IA no centro da tomada de decisão executiva. Líderes devem entender os projetos de IA não como curiosidades técnicas, mas como ativos de negócio, definindo metas claras de valor. Sem alinhamento do C-level, soluções de IA dificilmente sairão do papel.
- ROI em curto prazo: foque em iniciativas de rápido retorno. Projetos com valor comprovado em 90 dias têm muito mais chance de escala do que estudos arrastados. Desenvolva KPIs ágeis, com entregas incrementais, para não ficar refém de comitês longos.
- Squads cognitivos: adote times cognitivos (profissionais sênior + IA) para multiplicar resultados. Essa estratégia já mostrou grande potencial de produtividade realizando tarefas complexas em frações do tempo habitual. Estruture squads cognitivos ajustáveis para projetos de inovação, garantindo foco e velocidade.
- Dados próprios vs genéricos: além de usar IA pública, desenvolva modelos internos com dados proprietários. Ter uma inteligência própria é diferencial competitivo; depender só de soluções genéricas facilita a concorrência.
- Governança e cultura: continue investindo em segurança, privacidade e governança de IA. Estabeleça processos claros de revisão de modelos (auditorias de viés, compliance de dados) e treine a liderança para monitorar o risco tecnológico. Disciplina operacional (DevOps e compliance de IA) será tão decisiva quanto a tecnologia em si.
- Tendências emergentes: fique de olho em novas ondas, como agentes de negócios inteligentes (RPA avançado), computação confidencial e plataformas de IA “no code”. Prepare a empresa para a próxima arquitetura: a união de nuvem e edge AI, e novas experiências imersivas além do hype do metaverso.
Por fim, como a Vibbra pode ajudar com squads cognitivos: a Vibbra atua montando squads completos sob demanda no modelo Talent-as-a-Service, perfeitamente alinhados às suas metas. Diferente da contratação tradicional, você paga por sprint e pelo resultado entregue, garantindo flexibilidade e eficiência.
Nossos squads cognitivos reúnem profissionais sênior e agentes de IA pré-selecionados, acelerando a entrega de projetos de IA/analítica sem burocracia. Em 2026, essa abordagem consultiva (unindo expertise humana e ferramentas de IA) será chave para líderes que querem inovar rápido e com confiança.