Como a Dígitro antecipou em 12 meses a evolução do Neo Interact com Squads Cognitivos

Agenor Pacheco, Diretor de Tecnologia da Digitro, e o Leandro Oliveira posando em foto na frente do logo da Digitro.

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Com o apoio da Vibbra, a Dígitro redesenhou sua engenharia de software para integrar pessoas, IA e conhecimento, antecipando o lançamento de melhorias estratégicas no Neo Interact, lançado um ano antes do planejado, apoiando renovações de contratos, comprovando ROI e transformando eficiência operacional em resultado de negócio.

Grande parte do mercado ainda discute como utilizar inteligência artificial para acelerar o desenvolvimento de software, mas a Dígitro enfrentava uma pergunta muito mais estratégica: como transformar essa aceleração em uma vantagem competitiva real para o negócio?

A resposta não era apenas entregar software mais rápido, mas sim garantir que a evolução do Neo Interact, um dos produtos-chave do portfólio, chegasse ao mercado a tempo de fortalecer sua relevância, sustentar a confiança dos clientes e apoiar a renovação de contratos estratégicos. Para isso, a Vibbra implementou o modelo de Squads Cognitivos, redesenhando a operação de engenharia para que pessoas, agentes de IA e conhecimento trabalhassem de forma integrada. O resultado foi uma aceleração que deixou de ser apenas técnica e passou a gerar impacto direto para o negócio.

Ao antecipar em aproximadamente 12 meses a evolução do Neo Interact, a Dígitro conseguiu apresentar ao mercado um produto muito mais aderente às novas expectativas dos clientes. A transformação conduzida pela Vibbra permitiu que uma mudança na engenharia de software se convertesse em impacto para o negócio, evitando a perda de clientes, preservando sua autoridade em um mercado cada vez mais pressionado por velocidade e criando as condições para transformar eficiência operacional em resultado financeiro.

A redução do tempo de desenvolvimento foi apenas uma consequência desse processo. O principal resultado foi criar uma capacidade de resposta que permitiu à estratégia da empresa chegar ao mercado no momento certo.

Como os Squads Cognitivos transformaram a engenharia de software da Dígitro

Os Squads Cognitivos são o modelo de engenharia de software desenvolvido pela Vibbra para integrar pessoas, agentes de inteligência artificial, processos e conhecimento em uma operação capaz de aprender e evoluir continuamente. Em vez de utilizar IA apenas como ferramenta de apoio à programação, o modelo reorganiza toda a esteira de desenvolvimento para reduzir gargalos, ampliar a capacidade de entrega e conectar produtividade a resultados de negócio.

Na Dígitro, essa abordagem foi aplicada a partir de um diagnóstico da operação existente, seguido pela estruturação da Base Neural e pelo redesenho das responsabilidades e etapas de desenvolvimento. O objetivo não era substituir a experiência das equipes, mas potencializá-la com uma nova forma de operar.

O desafio era acelerar o negócio, não apenas o desenvolvimento

Com quase cinco décadas de mercado, a Dígitro consolidou sua atuação desenvolvendo soluções críticas para empresas e instituições que não podem abrir mão de estabilidade, segurança e confiabilidade. Seus sistemas estão presentes em hospitais, órgãos públicos, forças de segurança e grandes organizações, ambientes onde disponibilidade e qualidade sempre foram requisitos inegociáveis.

Essa maturidade também moldou a forma como a empresa desenvolvia software. Ao longo dos anos, sua engenharia construiu processos robustos, capazes de garantir previsibilidade e segurança em projetos altamente complexos. Não havia um problema de competência técnica nem de qualidade. Pelo contrário. Era justamente essa solidez que sustentava a reputação construída pela empresa ao longo de décadas.

O mercado, porém, mudou. Clientes passaram a esperar ciclos muito mais rápidos de evolução dos produtos, novas funcionalidades em menos tempo e uma capacidade constante de inovação. Para uma empresa como a Dígitro, isso significava um desafio particularmente complexo: acelerar a entrega sem comprometer a robustez que sempre diferenciou suas soluções.

Como resume Agenor Pacheco Junior, diretor de Tecnologia da Dígitro:

“O cliente do meu cliente exige mais rapidez, respostas assertivas e comunicação clara.”

Foi nesse contexto que a evolução do Neo Interact se tornou o primeiro grande desafio da transformação conduzido pela Vibbra, por se tratar de um produto que reunia as características ideais para validar um novo modelo de engenharia: alta complexidade, legado consolidado e necessidade de acelerar entregas sem comprometer a qualidade e a governança construídas ao longo de décadas. 

A empresa precisava responder a essa nova realidade em uma janela de tempo bastante específica, por isso que antecipar a evolução do Neo Interact significava sustentar o crescimento do negócio em um momento decisivo. O desafio, portanto, nunca foi simplesmente desenvolver software mais rápido, e sim acelerar a estratégia da empresa. Foi exatamente esse contexto que levou a Dígitro a buscar a Vibbra.

A diferença entre produtividade e resultado 

Quando a Vibbra iniciou o projeto, a Dígitro já estava avançando na adoção de inteligência artificial. Assim como muitas empresas, já experimentava ganhos pontuais de produtividade no desenvolvimento e entendia que esse seria um caminho inevitável para a evolução da engenharia de software. O problema era que esses ganhos ainda não se convertiam em velocidade para o negócio.

Ao analisar toda a esteira de desenvolvimento, a Vibbra identificou que o principal limitador não estava na equipe, nem nas ferramentas utilizadas. Também não estava na qualidade dos processos existentes, construídos ao longo de anos para garantir confiabilidade em produtos críticos. O verdadeiro desafio era que esse modelo operacional havia sido concebido para uma realidade em que acelerar a geração de código, por si só, não era suficiente para acelerar toda a organização.

Enquanto algumas etapas já começavam a ganhar velocidade, outras continuavam consumindo semanas de trabalho em atividades burocráticas, documentação manual, validações sequenciais e transferência de conhecimento entre pessoas. Na prática, cada ganho obtido no desenvolvimento apenas deslocava o gargalo para a etapa seguinte, impedindo que a empresa transformasse produtividade em redução do time-to-market e, principalmente, em impacto para o negócio.

Foi justamente nesse ponto que a Vibbra fez a diferença: em vez de concentrar esforços em acelerar apenas uma etapa da engenharia, propôs redesenhar toda a operação para que pessoas, conhecimento e inteligência artificial passassem a atuar de forma integrada.

Essa mudança de perspectiva reduziu significativamente a curva de aprendizado da Dígitro. Em vez de descobrir esse caminho por tentativa e erro, a empresa passou a contar com a implementação de Squads Cognitivos, uma metodologia desenvolvida pela Vibbra e já validada em outros contextos complexos, permitindo acelerar sua transformação sem abrir mão da qualidade, da governança e da segurança que sempre fizeram parte da sua identidade, além de abrir caminho para a escalabilidade do modelo em toda a organização.

Mais do que implementar um novo modelo de desenvolvimento, a Vibbra ajudou a criar as condições para que os ganhos operacionais alcançados pela engenharia se refletissem em resultados estratégicos para o negócio. Foi essa mudança de lógica que tornou possível antecipar a evolução do Neo Interact e transformar velocidade em valor para a empresa e seus clientes.

Como a Vibbra transformou uma meta ambiciosa em um plano de execução

Antecipar em aproximadamente 12 meses a evolução de um produto estratégico não seria resultado da adoção de uma nova ferramenta ou da simples utilização de inteligência artificial. Para a Vibbra, esse tipo de impacto só seria possível se toda a engenharia de software passasse a operar de uma forma diferente. Por isso, o trabalho começou antes mesmo da implementação de qualquer mudança. O primeiro passo foi compreender como a Dígitro desenvolvia software, como o conhecimento circulava entre as pessoas e quais etapas realmente agregavam valor para o negócio.

Essa análise confirmou que o principal desafio não estava na capacidade técnica da equipe, mas no modelo desenhado para uma realidade em que velocidade de entrega não era um fator competitivo tão determinante quanto passou a ser. Foi a partir desse diagnóstico que a Vibbra estruturou junto à equipe da Dígitro um novo modelo operacional.

Base Neural: como os Squads Cognitivos transformam conhecimento em ativo da engenharia

Uma das principais conclusões do diagnóstico foi que o maior ativo da Dígitro não era apenas o código desenvolvido ao longo de décadas, e sim o conhecimento acumulado por suas equipes. Isso significava que cada novo projeto voltava a percorrer caminhos já conhecidos, enquanto boa parte do aprendizado permanecia restrita às pessoas que haviam participado das entregas anteriores. A proposta da Vibbra foi transformar esse conhecimento em um ativo permanente da operação.

Para isso, foi estruturada uma Base Neural capaz de registrar continuamente decisões, validações, correções e aprendizados produzidos durante o desenvolvimento. Em vez de servir apenas como repositório de informações, essa base passou a alimentar toda a operação, permitindo que agentes e profissionais trabalhassem sempre a partir do conhecimento mais atualizado da empresa. Na prática, cada entrega deixou de representar apenas uma funcionalidade concluída, e passou também a aumentar a capacidade da própria organização para as próximas entregas.

Como o modelo de Squads Cognitivos redesenhou a esteira de desenvolvimento

Com essa nova base estruturada, a Vibbra redesenhou a esteira de desenvolvimento da Dígitro para que pessoas e inteligência artificial atuassem de forma integrada ao longo de todo o processo. Em vez de utilizar IA apenas para acelerar a escrita de código, o novo modelo passou a eliminar etapas que consumiam tempo sem gerar valor direto para o produto.

Um dos exemplos mais representativos aconteceu logo nas primeiras fases do desenvolvimento. Antes da transformação, converter os requisitos definidos pelo Product Owner em um artefato técnico consumia entre uma e duas semanas de trabalho especializado. Com o novo modelo, essa atividade passou a ser realizada em aproximadamente quinze minutos, permitindo que os desenvolvedores iniciassem seu trabalho sobre uma implementação previamente estruturada, em vez de começar cada funcionalidade do zero.

Essa lógica foi aplicada ao longo de toda a esteira: atividades repetitivas passaram a ser executadas de forma muito mais eficiente, enquanto as equipes concentravam seus esforços nas decisões que realmente exigiam conhecimento técnico, entendimento de negócio e capacidade analítica. Mais do que acelerar tarefas específicas, a Vibbra reorganizou a distribuição de responsabilidades dentro da engenharia.

O novo papel de POs e desenvolvedores em um Squad Cognitivo

A transformação não mudou apenas a forma como o software era desenvolvido, mudou a forma como as pessoas geravam valor para o negócio. Nesse cenário, POs deixaram de concentrar tempo em atividades operacionais para voltar a atuar próximos dos clientes, entendendo necessidades, acompanhando o mercado e direcionando a evolução dos produtos. Desenvolvedores passaram a dedicar menos energia à produção manual de código e mais tempo à validação, arquitetura, decisões técnicas e melhoria contínua da operação. 

Foi essa combinação entre reorganização da engenharia, gestão do conhecimento e melhoria contínua que criou as condições para que os ganhos de produtividade deixassem de ser pontuais e passassem a gerar impacto consistente no negócio.

O que mudou na prática:

 

Antes Com o modelo Squads Cognitivo
IA utilizada apenas como apoio ao desenvolvedor IA integrada a todo o ciclo de engenharia de software 
Conhecimento concentrado em especialistas Conhecimento estruturado e reutilizado na Base Neural
Documentação produzida ao final do projeto Documentação viva, gerada e atualizada durante o desenvolvimento
Desenvolvedor inicia a implementação do zero Desenvolvedor evolui uma implementação previamente estruturada
Aprendizado permanece com as pessoas O sistema aprende continuamente a cada entrega
Gestão baseada em esforço e horas trabalhadas Gestão baseada em geração de valor para o negócio

 

Os resultados foram muito além da velocidade de desenvolvimento

Quando a transformação começou, o objetivo da Dígitro ia além de apenas concluir um projeto em menos tempo. O que estava em jogo era a capacidade da empresa de responder ao mercado na velocidade que seus clientes passaram a exigir.

Ao antecipar a evolução do Neo Interact, a Dígitro conseguiu apresentar ao mercado uma plataforma muito mais madura dentro de uma janela estratégica para o negócio. Essa antecipação permitiu que a empresa chegasse à sua convenção comercial com uma proposta de valor muito mais forte, apoiando a renovação de contratos estratégicos que dependiam da evolução da plataforma e fortalecendo sua posição como referência em inovação em um mercado que passou a exigir respostas cada vez mais rápidas. 

Na prática, a transformação da engenharia passou a gerar um impacto direto sobre o negócio. O ganho deixou de ser medido apenas em horas economizadas ou funcionalidades entregues mais rapidamente e passou a ser percebido na capacidade da empresa de colocar sua estratégia no mercado antes, responder mais rapidamente aos clientes e capturar oportunidades que dificilmente seriam alcançadas mantendo o modelo tradicional de desenvolvimento.

Como destacou Leandro Oliveira, CEO da Vibbra, esse foi o momento em que a inteligência artificial deixou de representar apenas um ganho operacional e passou a produzir retorno real para o negócio. A engenharia acelerou, mas o verdadeiro resultado apareceu quando essa velocidade permitiu proteger receita, fortalecer a posição da Dígitro no mercado e transformar eficiência operacional em vantagem competitiva.

Os números comprovam essa transformação

A implementação dos Squads Cognitivos permitiu que a Dígitro transformasse ganhos pontuais de produtividade em uma nova capacidade operacional. Os indicadores do projeto mostram como o redesenho da engenharia impactou diferentes etapas da entrega, desde o discovery até a qualidade, a documentação e a disponibilização de novas funcionalidades.

Os resultados alcançados ao longo do projeto mostram que a mudança impactou toda a operação:

  • Escopo estimado pela Dígitro em 944 dias (2,6 anos) foi entregue em 6 meses, com redução de 81% do prazo.

 

  • Funcionalidades previstas para cerca de 150 dias passaram a ser entregues em aproximadamente 30 dias.

 

  • 73 requisitos entregues em duas releases grandes, em um produto cuja cadência histórica era de 4 a 5 releases por ano.

 

  • 345 merge requests em 31 serviços do ecossistema, com lead time mediano de 10 dias.

 

  • Funcionalidade de vídeo no atendimento por chat, nova de ponta a ponta, saiu de 60 para 9 dias, com redução de 70% no custo.

 

  • Discovery: redução de 75% do tempo de execução.

 

  • Quality: redução de 70% do tempo de execução.

 

  • Documentation: eliminação do esforço manual de documentação.

Mais importante do que cada indicador isoladamente foi a capacidade de transformar esses ganhos em uma nova dinâmica para o negócio. Cada redução de tempo representava uma oportunidade de responder mais rapidamente ao mercado, antecipar valor para os clientes e ampliar a capacidade competitiva da empresa.

Squads Cognitivos: uma operação que aprende a cada entrega

Grande parte dos projetos de transformação termina quando a entrega é concluída. Na Dígitro aconteceu o contrário.

A nova forma de operar passou a fazer com que cada entrega fortalecesse a próxima e alimentasse continuamente a Base Neural. Na prática, isso significa que o benefício obtido em uma entrega não termina quando ela chega ao cliente. Ele permanece na operação, reduzindo a curva de aprendizado, acelerando o onboarding de novos profissionais e aumentando continuamente a capacidade de desenvolvimento da empresa.

Essa característica transforma o modelo implantado pela Vibbra em algo muito maior do que uma iniciativa de ganho de produtividade. Trata-se de uma operação que aprende continuamente e amplia sua capacidade de gerar valor a cada novo ciclo de desenvolvimento.

O que outras empresas podem aprender com essa transformação

Muitas organizações estão investindo em inteligência artificial para aumentar a produtividade dos desenvolvedores, mas poucas estão revisando seus processos para eliminar os gargalos que impedem essa produtividade de se transformar em velocidade de negócio e retorno sobre o investimento.

A experiência da Dígitro demonstra que, sozinha, a inteligência artificial não muda a capacidade de entrega de uma empresa. Ela acelera partes de um processo que continua carregando as mesmas limitações.

O trabalho realizado pela Vibbra foi justamente o de identificar esses gargalos e levar para a Dígitro um modelo de engenharia de software com IA já validado em contextos complexos. Um modelo que gera impacto organizacional, e não apenas individual, permitindo que pessoas, agentes de IA e conhecimento trabalhem de forma integrada para criar uma operação que aprende continuamente e transforma eficiência operacional em ROI para o negócio.

Foi essa mudança que permitiu não apenas reduzir o tempo de desenvolvimento, mas antecipar o lançamento de um produto que não só fortaleceu a posição da Dígitro no mercado, como também a colocou em uma posição de referência no ecossistema. 

É essa mesma experiência, construída em projetos reais e em operações complexas, que permite à Vibbra enxergar pontos de melhoria que normalmente passam despercebidos quando a IA é utilizada apenas para acelerar tarefas isoladas. Mais do que reduzir prazos, a Vibbra ajuda empresas a construir uma nova capacidade operacional, capaz de evoluir continuamente, transformar conhecimento em ativo estratégico e converter eficiência em resultado financeiro e vantagem competitiva sustentável.

A Vibbra ajuda empresas a identificar esses desafios e evoluir sua engenharia de software com o modelo de Squads Cognitivos, conectando velocidade, qualidade e governança aos objetivos estratégicos da organização.

Converse com nossos especialistas e descubra como podemos apoiar a evolução da sua engenharia.

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